Serta publica série de reportagem do livro O Chão da Terra

Publicado por Henrique Lee em 3 de abril de 2020

Quem acompanha o Serta de longas datas, certamente irá lembra do grupo de teatro Chão da Terra, que durante quatro anos apresentou histórias reais, do êxodo rural do Nordeste, para diversos Estados brasileiros. Em 2002, o Serta, em parceria com o Centro de Referência Integral de Adolescentes – CRIA, formou um grupo de teatro com jovens rurais dos municípios de Glória do Goitá, Feira Nova, Lagoa de Itaenga e Pombos.

“O Chão da Terra, uma experiência de transformação social”, recompõe a célebre experiência do grupo, cuja narrativa é contada através da história de vida de cinco integrantes, tendo como pano de fundo a Zona da Mata pernambucana. Henrique Lee, que também foi um dos participantes desse grupo, mergulha em um universo de informações, relatos, confidências, depoimentos e mostra como a arte associada à educação foi capaz de transformar a vida dos envolvidos. Um retrato singular de juventudes que transitaram a primeira década do século XXI, em busca dos seus ideais. E, por elas mesmas, tornam-se historiadoras do lugar que desempenham na história. A publicação foi feita em 2011, e agora será compartilhada em capítulos, no site do Serta.

“Também fui um dos integrantes desse grupo. Acompanhei parte da história de cada um deles durante as etapas de aprendizados nas oficinas de teatro, que iniciou em 2002. Testemunhei de perto os níveis de maturidade e entendimento sobre os caminhos que desejaram trilhar. Tempos se passaram. E, com a minha formação acadêmica em jornalismo, decidi investigar e relatar a história dessa experiência transformadora”, conta o autor do livro Henrique Lee, atual jornalista do Serta.

Naquele momento, os indicadores do Índice de Desenvolvimento Humano apontavam que a região da Zona da Mata estava em estado de declínio. “A agressividade da comunicação e cultura massificada decidia as condições em que a população estava condicionada, especialmente os jovens expostos à sociedade de consumo. Uma realidade marcada pela pobreza, ignorância e omissão do restante da sociedade. E, diante do que o Serta e o Cria estavam oportunizando aos jovens da região, formando para o desenvolvimento pessoal e social, colocando em contato com mestres de saberes, artistas da região, acreditando na juventude, demonstrava que a experiência da educação associada à arte era capaz de diminuir a distância dos sonhos por um país mais justo, tendo o PEADS como metodologia fundamental nesse processo”, considera Henrique.

Possibilitar caminhos, vozes e visões capazes de gerar atores protagonistas. Amenizar condições vulneráveis, modificar as estatísticas de subdesenvolvimento e os paradigmas estabelecidos pela sociedade de preconceitos. Acreditar na mudança através da força mobilizadora do teatro e da ação coletiva de jovens atuando como multiplicadores de seus conhecimentos. Estes são alguns dos marcos desta experiência de transformação social que o autor apresenta na série de reportagens, e que marca a história do Serta no início da formação com jovens na Unidade Pedagógica Glória do Goitá.



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