Pela continuidade da escola do Serta, estudantes recebem chefe de gabinete João Campos

Publicado por Henrique Lee em 31 de julho de 2017

Foto: Marcelo Francisco/SERTA

O Serta atua na formação de educadores/as, agricultores/as, jovens, mulheres do campo há quase três décadas. Em 2012, iniciou a formação técnica em Agroecologia com financiamento do Governo de Pernambuco, por meio da Secretaria Estadual de Educação – um reconhecimento do que já havia sido iniciado desde o ano 2000, em Glória do Goitá. Até o final do próximo ano, cerca de dois mil técnicos/as serão formados pelo Serta.

Os resultados desse investimento se dão na prática em mais de cem municípios pernambucanos, e em oitenta de outros estados do Nordeste, a partir de ações que refletem a emancipação das pessoas, seja na produção de alimentos de base agroecológica, no protagonismo juvenil, de mulheres, na incidência política, no desenvolvimento sustentável do campo e da cidade. Mas esse trabalho formativo pode ser interrompido, caso a organização não consiga apoio para formar novas turmas.

Uma legião de egressos e estudantes do Serta tem figurado em destaque nos espaços de proposição de políticas públicas do Estado, para que, dentre outras propostas de fortalecimento aos povos rurais – especialmente para agricultura familiar, a escola técnica de agroecologia do Serta seja concebida como política pública, e tenha orçamento garantido para que as pessoas tenham acesso ao ensino conduzido pela unidade que é referência mundial em educação do campo.

Em vista a esse cenário preocupante, o Serta recebeu, na quinta-feira (27), na Unidade Glória do Goitá, a visita do chefe de Gabinete João Campos e do Deputado Estadual Isaltino Nascimento. Eles conheceram a Unidade Pedagógica Permacultural de Orgânicos– UPPOs e tiveram uma conversa com estudantes e gestores do Serta.

Foto: Marcelo Francisco/SERTA

Durante discurso, João Campos apontou ações realizadas e dificuldades orçamentárias do Estado, mas assinalou o desejo de o governo reafirmar o compromisso com a escola. “Se deu certo, a gente pode olhar para frente pensando num novo formato, de chancelar como política pública, tirando a incerteza de ter continuidade ou não desse trabalho. Tenho certeza que vamos fazer essa discussão lá dentro (do governo) para tornar possível”, contou.

O deputado Isaltino, que também participou do encontro, anunciou que já prepara documento, em articulação com os secretários de Educação e Planejamento e Gestão, para que o Curso Técnico seja um programa do estado de Pernambuco, que se transforme em lei, a ser apresentado na Alepe até o final do mês de agosto.

“Estamos otimistas e acreditando na continuidade do curso, e que se torne uma política pública, porque os/as agricultores/as familiares de Pernambuco merecem. A missão de tornar o campo viável e sustentável é um desafio constante, e o Serta tem contribuído visivelmente para a construção do desenvolvimento do estado”, disse Germano Barros, presidente do Serta.

Uma comitiva do Serta deve se reunir com Fred Amancio, Secretário Estadual de Educação, para pautar mais uma vez a continuidade da formação técnica.



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