Mutirão para construção do primeiro laboratório vivo de ecotecnologias é realizado no Cabo

Publicado por Henrique Lee em 9 de março de 2020

Foto: @henriqlee / SERTA

Na comunidade Nova Vila Claudete, da cidade do Cabo de Santo Agostinho, as famílias agora têm um espaço onde produzir alimentos saudáveis, de forma colaborativa. Durante a última semana, moradores, lideranças locais e agentes do Serta e Suape estiveram em mutirão para implementar o primeiro laboratório vivo de ecotecnologias. A ação faz parte do projeto de geração de renda para comunidades consolidadas no território do Complexo Industrial Portuário de Suape, e é desenvolvido pelo Serta, com apoio de Suape.

Num terreno público, com aproximadamente 2mil metros quadrados, foi construído um sistema de aquaponia, que garante a produção de hortaliças e criação de peixes com viabilidade econômica e baixíssimo uso de água. Na outra parte do ambiente foi montado o Sistema Agroflorestal – SAF, iniciado com plantio de raízes e bananeiras. Além destas, a comunidade escolheu fazer um galinheiro móvel, uma horta vertical, compostagem e cisterna de ferro e cimento de 16mil litros. A comunidade também ganhou pintura artística nas áreas de convivência e arborização do habitacional.

“A mobilização e participação das pessoas foram fundamentais para realização do laboratório vivo de ecotecnologias, tendo estudantes do curso de agroecologia, técnicos do Serta e Suape, lideranças comunitária, moradores e em especial a presença das mulheres que protagonizaram a ação”, considerou Alexsandra Maria, presidente do Serta. Para ela, “esta unidade é fruto do investimento de Suape para a construção de um lugar que ofereça melhores condições de moradia e sustentabilidade das famílias, e o Serta, em parceria com lideranças locais e a comunidade, tem garantido o sucesso desse trabalho”.

Foto: @henriqlee / SERTA

Janicleide da Cruz, presidente da Associação de Catadores da Nova Vila Claudete, participou do mutirão. “Esse laboratório nos traz uma vida saudável e faz a comunidade entender e cuidar da comida e do meio ambiente”, disse. Para o presidente da Associação dos Moradores João José, que também participou da ação, “o ambiente traz benefícios as famílias cadastradas, que vai poder plantar, colher e ajudar na renda”.

“Foram implementadas no laboratório tecnologias limpas, de captação de água, produção de alimentos sem uso de agrotóxicos para geração de renda e segurança alimentar. Esse laboratório tem, acima de tudo, o papel de inspirar ideias, inovações, num espaço educativo, de difusão de tecnologias para o desenvolvimento sustentável com foco nas ações socioambientais do Território de Suape”, considera Germano Barros, coordenador do projeto.

Para o presidente de Suape Leonardo Cerquinho, “a ação marca o início das ações que combinam o desenvolvimento socieconômico do complexo com ações de responsabilidade socioambiental, visando o surgimento da economia circular que faz com que as comunidades do complexo convivam de forma harmônica, sendo autoras da construção desse desenvolvimento”.

Foto: @henriqlee / SERTA

O projeto tem duração de um ano, e começou pelas comunidades de Nova Vila Claudete, Engenho Massangana e Vila Nazaré, devendo se estender às outras comunidades. Moradores dessas três áreas já participaram de oficinas de educação ambiental, onde conheceram o projeto e as possíveis soluções ecotecnológicas que podem ser adotadas. A partir daí, cada uma escolhe as atividades que quer empreender para montagem de um laboratório, onde são capacitados para replicar o conhecimento adquirido.

Foto: @henriqlee / SERTA



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