Estudos às margens do açude Poço da Cruz

Publicado por Serta em 3 de outubro de 2017

Foto: Gabriel Venâncio/educando do SERTA.

Estudar no Serta pode ser uma experiência, sem dúvidas, impactante. Guiado pela metodologia do PEADS – Programa Educacional de Apoio ao Desenvolvimento Sustentável, que estimula o desenvolvimento de diversas competências através de ações de sensibilização, pesquisa, problematização e desdobramentos, estudantes do curso de agroecologia da Unidade de Ensino Ibimirim tiveram a oportunidade de aprender mais sobre os recursos naturais da região Semiárida, numa vivência teórica/prática realizada às margens do Açude Poço da Cruz.

O grupo foi até o Açude Engenheiro Francisco Sabóia, popularmente conhecido como Poço da Cruz, conhecer mais sobre o ambiente que fica bem ao lado da Unidade de Ensino do Serta Ibimirim. O açude, a caatinga e a preservação dos recursos naturais foram observados e refletidos.

“Um momento em que pudemos avaliar as novas relações dos educandos com a Caatinga, onde tudo era natureza, expressa no comportamento de cada um, no olhar, no sorriso, na conversa, até no andar. Um exercício de ser e se reconhecer Caatinga, que desperta um reconhecimento de que o Semiárido é rico e deve ser espaço para construção do conhecimento”, considerou o educador do Serta Sebastião Alves.

Construído em 1957, o açude tem capacidade máxima de armazenamento de 504 milhões de metros cúbicos de água, sendo o maior do estado. É essencial para o abastecimento de água local, a pesca e o ecossistema da região. Atualmente se encontra em um nível bem abaixo de sua capacidade.

O educando Suryzaday Sillas ressaltou a importância da atividade: ” pudemos conhecer de modo prático a história do lugar onde estudamos, a construção do açude e o debate que me fez abrir a mente a respeito de tudo que já aprendemos em sala de aula. Creio que com esforço de cada ‘sertiano’ podemos pensar na melhoria do açude e da conscientização ecológica”.

O bioma caatinga é exclusivamente brasileiro. Possui fauna e flora diversas, adaptadas ao clima seco e a baixa disponibilidade de chuvas. A caatinga se torna fonte de estudos e oportuniza a construção de conhecimentos a partir da realidade local, para preservação e convivência com o Semiárido. “Tivemos o privilégio de observar a caatinga, algumas espécies de animais e a refletir sobre o uso e preservação da água”, contou a estudante Glaja Oliveira.



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