Encontro Regional dos Grupos de Agroecologia do Nordeste é realizado no Serta

Publicado por Henrique Lee em 22 de fevereiro de 2019

A segunda edição do Encontro Regional dos Grupos de Agroecologia do Nordeste – ERGA NE discutiu processos de autogestão, uso de tecnologias alternativas para a região do Semiárido e fortalecimento da prática agroecológica, com intervenção artística e multirões. O evento aconteceu de 14 a 17 de fevereiro, na unidade pedagógica do Serta Ibimirim, reunindo povos de técnicos, povos de comunidades tradicionais e agroecólogos de diversos estados brasileiro.

“Nós estamos muitos felizes com o evento porque resgata a nossa história com muitas práticas, discussões, dentro de um processo de autogestão, o que valoriza, sobretudo, a responsabilidade e a criatividade dos participantes em assumir plenamente o encontro”, avalia Sebastião Alves.

Esta foi a primeira participação no ERGA da técnica em Agroecologia pelo Serta, Rafaele Nunes, do Fórum de Economia Solidária da Região Metropolitana do Recife e de Pernambuco. “Deixamos um legado por onde a gente passou que foram as intervenções do mutirão e as intervenções artísticas. A gente teve a oportunidade de fazer um cortejo pela comunidade com vários brincantes, onde acontece um espírito de encantamento entre as relações sociais”, conta.

O grupo também visitou as mulheres do assentamento Maria Otília e também a tribo indígena Kambiwá, onde foram recebidos pelo cacique com um toré. A oportunidade foi de abrir para uma discussão sobre as questões de políticas públicas direcionadas aos povos indígenas.

“Esse encontro trouxe uma nova visão da agroecologia, o intercâmbio de pessoas que é necessário, que busca ideais inovadores em busca de um só ideal: a agroecologia”, avalia Paulo Manoel, técnico em agroecologia.
A participante Julia Jardim veio de Cascavel, Fortaleza. Ela espera que esse encontro “potencialize e fortaleça a agroecologia a nível regional e nacional. Mesmo num lugar como a caatinga, onde muitas pessoas enxergam como um ambiente inóspito, árido, a gente vê como é possível ter a diversidade de plantas e seres”.



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