Dia de São José é tempo de plantio

Publicado por Henrique Lee em 19 de Março de 2019

Foto: Henrique/SERTA

Dia 19 de março é data registrada no calendário dos agricultores/as. O acontecimento é marcado pelo dia de São José, conhecido como intercessor dos produtores familiares. Culturalmente, este dia é celebrado com plantio de milho, macaxeira, feijão e outros alimentos, que varia de acordo com região.

Plantar no dia de São José é colheita certa. E, se chover nesse dia, é indicativo de que será um bom ano para a agricultura. Esta fé motiva milhares de agricultores/as e se tornou calendário popular que indica o tempo certo para o plantio de algumas lavouras.

Quem plantar milho agora, por exemplo, já pode ter colheita para o período junino, assim como o feijão, sendo feita geralmente de 80 a 100 dias após a germinação. Já a macaxeira possui cultivo de ciclo longo, com colheita a partir do oitavo mês de produção.

O tempo de amadurecimento desses alimentos irá depender das condições de plantio. “Primeiro é necessário ter um bom preparo da área e do solo para que tenha o máximo de matéria orgânica cobrindo a terra. Assim, quando chover, e começar decompor, irá liberar minerais para a planta crescer”, explica o educador do Serta Roberto Mendes.

Outro fator importante é a escolha das sementes e mudas que serão plantadas. “As sementes crioulas são essenciais porque elas são adequadas para a região, e quanto mais variação e consórcio no plantio, melhor”, conta.
É preciso ficar atento às condições do clima. Para o professor, o dia de São José pode não ser determinante para iniciar um roçado. “Como o plantio é exposto a uma condição natural de irrigação, é importante saber que o inverno pode começar mais tarde ou mais cedo, então, é preciso considerar esse cálculo”.

Transição Agroecológica

Evitar queimadas é um grande passo para o processo de transição agroecológica. Toda a biomassa que seria queimada pode ser distribuída na área. Caso haja espinhos, é possível fazer leiramento. Quando esse material se decompor irá se incorporar naturalmente e fertilizar o solo.

O esterco de gado e de outros animais pode ajudar na fertilização do solo. Se o terreno tem declive, atenção para não plantar a favor das águas.

Nos consócios, o jerimum e o maxixe cobrem a terra. O milho pode fazer consórcio com o feijão ou com a fava, que enriquece o processo produtivo. “Essa diversificação ajuda a proteger e dá condições para que as plantas contribuam umas com as outras, a exemplo do milho, que tira nitrogênio do solo enquanto o feijão o produz”, aponta Roberto.

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