Ciclos de mutirões são realizados em Pernambuco

Publicado por Serta em 24 de agosto de 2020

Mesmo na pandemia provocada pelo coronavírus, o Serta tem atuado na implementação de ecotecnologias e assistência técnica em 22 municípios de cinco regiões do Estado de Pernambuco, com devidos cuidados de proteção, junto a agricultores/as, jovens, mulheres, egressos e estudantes do curso técnico de agroecologia e organizações parceiras (PCT, MST, ONGs, associações comunitárias, sindicatos dos trabalhadores rurais, Conselhos municipais de desenvolvimento rural, secretarias municipais, lideranças indígenas, etc.), através do Projeto Mutirão Ciranda, que tem parceria com Fundação Banco do Brasil.

Nos últimos 45 dias, mais de trinta mutirões foram realizados. O resultado desse trabalho tem impactado a vida de dezenas de agricultores/as que estão construindo as ecotecnologias de acordo com a necessidade local. Bacia de evapotranspiração; Círculo de Bananeira; Sistema Agroflorestal; Horta Espiral de Ervas; Irrigação localizada; Projeto Permacultural para pequenos espaços; Organização de grupo de compras coletivas; Aquaponia; Cisterna de ferrocimento (30 mil/litros); Canteiro econômico; Filtro de água cinza; Manejo de solo e curva de nível; Manejo agroecológico de horta; Construção de formas e produção de tijolo adobe; Fogão ecológico; Bioágua; são algumas das atividades desenvolvidas nos territórios, além de orientações de assistência técnica agroecológica na produção de fertilizantes, controle biológico e manejo de área produtiva.

Confira o depoimento dos educadores nessa experiência:

“Nesses tempos de pandemia, num primeiro momento houve o cuidado de estar conectado com os beneficiários de forma remota. Aos poucos, nos encontros virtuais semanais, fui percebendo que esse tempo e provocações geraram uma reflexão sobre onde estava a agroecologia na vida de cada uma. Hoje, encaminhando uma nova fase perante as condições especiais, em visitas pontuais e acompanhando projetos que surgiram nesse tempo observo claramente o alto valor que os princípios agroecológicos trazem pra nossa vida, independente de condição, classe, gênero ou até território”. Nivaldo Nery, educador de campo, Núcleo de Mutirão da região metropolitana do Recife.

“Fazer parte do mutirão ciranda é uma semelhança familiar, fazia pouco mais de 25 anos do meu último trabalho formal e hoje me sinto totalmente realizado por ter essa importante oportunidade de participar de um projeto implantado em 22 municípios do Estado, onde atende de maneira direta a 250 famílias, estou satisfeito e cada mutirão que executo considero mais uma vitória quando consigo arrancar da face do nosso povo aquele inesquecível sorriso de gratidão por ter sido beneficiado pelo mutirão ciranda”. Claudemir Ferreira, educador de Campo, Núcleo de Mutirão da zona da Mata Sul.

“Nesse momento venho falar um pouco da satisfação que tenho de ser educador campo. Quando iniciei no projeto foi um grande desafio a experiência com a Assistência Técnica e Extensão Rural, pois só tinha a parte da teoria, o projeto mim oportunizou a prática. Hoje não sou só um técnico para as famílias, mas sim eles me tratam como um amigo ou até mesmo um membro de sua família e isso só fortalece o meu trabalho, pois é muito prazeroso ver todos se esforçando e interagindo nas ações do projeto. Hoje agradeço pela força e apoio nesta jornada”. João Victor, Núcleo de Mutirão do Sertão.

“Esta experiência que estou vivendo por meio do mutirão ciranda, está sendo maravilhosa estou me sentindo realizado por contribuir no desenvolvimento da agricultura familiar e geração de renda, porém levando conhecimento e disseminando técnicas agroecológicas que facilitam o manejo dos agricultores em suas produções, levando em conta o bem estar do meio ambiente”. João Vitor, Núcleo de Mutirão do Agreste.

“Autogestão, união, força, desejo de mudar, resgatar o que nossos avós faziam no passado, felicidades, em busca de um mundo mais sustentável e ecologicamente correto, é assim que eu defino o projeto mutirão ciranda, a partir da minha vivência como técnico de campo. Iniciar e concluir uma atividade em mutirão não é cansativo, apesar de estarmos trabalhando, muito pelo contrário, é gratificante e prazeroso pode contribuir na melhora da propriedade e na vida do agricultor, no final do mutirão, saímos mais fortes e mais convencidos de que juntos podemos transformar uma propriedade improdutiva em um exemplo de produção sustentável, e, é possível sim, viver mais feliz só pelo simples fato de trabalhar em mutirão, vejo claramente a felicidades dos agricultores”. Anderson Silva, Núcleo de Mutirão Zona da Mata Norte.

“Apesar das limitações e cuidados necessárias frente a pandemia da covid-19, a equipe vem respeitando as orientações estabelecidas pelas autoridades de saúde do território, e ao mesmo tempo atuando junto as comunidades rurais. Para os próximos 2 dois meses, está previsto a construção de 04 biodigestores, 01 bacia de evapotranspiração, 04 cisternas de ferrocimento com capacidade para 10 mil/litros de água, distribuição de 6.000 mudas, 05 feiras da agricultura familiar e implementado 05 cozinhas comunitárias”. O fomento a transição agroecológica é uma estratégia de superação nos territórios para produção de alimentos, trabalho e renda junto as famílias.” Paulo Santana, coordenador do projeto.



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